Epidemologista é vencedora do Prêmio Faz Diferença

A médica e epidemiologista Kátia Vergetti Bloch, coordenadora executiva do Projeto Erica (Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes)  foi a vencedora do Prêmio Faz Diferença, na categoria Sociedade/Ciência/Saúde.
A premiação é uma iniciativa do jornal O Globo em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).  O projeto, coordenado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro,  é parceiro do movimento “Comer pra quê?”, que busca mobilizar e dialogar com os jovens sobre alimentação como uma ação política.

O Erica foi realizado entre 2013 e 2014, sendo considerada a mais ampla pesquisa nacional sobre a saúde da juventude. Foram avaliados estudantes de 1.248 escolas, espalhadas por 124 cidades, incluindo todas as capitais do país.

De acordo com o estudo, 30% dos cerca de 75 mil jovens de 12 a 17 anos katiaavaliados tinham algum risco cardiovascular, como pressão arterial elevada e início de diabetes. O cenário revelado pelo estudo é que 25,5% dos adolescentes estão com sobrepeso, e 8,4% se encontram obesos. De todos esses que pesam mais do que deveriam, 9,6% também sofrem de hipertensão. A alimentação baseada em produtos industrializados e falta de exercícios físicos são fatores preponderantes que contribuem para aumentar essa estatística em um público tão jovem.

Para Katia, os resultados obtidos pelo Erica, que contou com financiamento do Ministério da Saúde, poderão ajudar a reorientar as políticas públicas de educação e de saúde voltadas para os jovens. Se isso não for feito, ela ressalta que existe a possibilidade de os adolescentes terem uma expectativa de vida menor do que a de seus pais, pela primeira vez na História brasileira.

Fonte: Prêmio Faz Diferença/O Globo

Por Juliana Dias

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